Menino sobrevive após espeto de churrasco transfixar coração

Segundo relato de familiares ao hospital, o garoto estava brincando numa escada e, ao escorregar, caiu em cima de um tonel que era usado para guardar espetos

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Um menino de dez anos conseguiu sobreviver mesmo depois de ter o tórax perfurado e coração transfixado acidentalmente por um espeto de churrasco em Toritama, no agreste de Pernambuco. Ele deixou neste domingo (21) a UTI do Hospital da Restauração, no Recife, mas segue internado na emergência pediátrica unidade.

De acordo com os médicos que realizaram a cirurgia, Marivaldo José da Silva Júnior está fora de perigo. O acidente ocorreu na quinta-feira (18). Segundo relato de familiares ao hospital, o garoto estava brincando numa escada e, ao escorregar, caiu em cima de um tonel que era usado para guardar espetos.

As médicas Cláudia Albuquerque e Andrea Rolin, responsáveis pelo procedimento cirúrgico, informaram que a forma cilíndrica do espeto foi essencial para evitar uma hemorragia.

Ao ter o coração transfixado, houve uma contração do músculo cardíaco. Esse movimento natural do coração evitou o sangramento.

Segundo as duas cirurgiãs vasculares, se os familiares tivessem retirado o espeto, o menino não sobreviveria. Quando a criança chegou ao hospital, os médicos perceberam que o espeto vibrava com a respiração.

Logo após o acidente, ele foi encaminhado ao hospital municipal Nossa Senhora de Fátima, em Toritama, distante 170 quilômetros do Recife. A unidade de saúde que fez o atendimento inicial não é de alta complexidade.

O paciente foi encaminhado à capital pernambucana ainda com o espeto em seu corpo. “Não tenho dúvida de que esse menino foi abençoado. Teve uma união da equipe médica e também o dedinho de Deus”, afirmou a cirurgiã Cláudia.

Na manhã de domingo, Marivaldo fez um ecocardiograma e nenhuma lesão grande foi constatada no coração. O procedimento cirúrgico durou duas horas.

Os médicos suturaram o local atingido enquanto o espeto ia sendo retirado. Inicialmente, a equipe médica fez uma abertura lateral no tórax para observar exatamente a região perfurada.

Não há previsão de Marivaldo receber alta médica. Ele se encontra em observação na enfermaria do hospital.

A criança está sendo medicada com antibióticos para evitar infecções. Os familiares do garoto não quiseram dar entrevista.

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO

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